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Entenda por que você precisa saber tudo de BIM

Entenda por que você precisa saber tudo de BIM

Já imaginou se os seus projetos tivessem o nível de informação adequado e preciso em cada uma das etapas de desenvolvimento? E se fosse possível todos os profissionais envolvidos no processo interagirem entre si para antecipar e resolver problemas antes mesmo de eles acontecerem? O BIM proporciona isso e muito mais!

Conhecer o processo de BIM se tornou indispensável para engenheiros, arquitetos, projetistas e outros profissionais da construção civil. Por isso, se você ainda não domina o BIM, convém aprofundar os seus conhecimentos no assunto.

Preparamos este conteúdo para que você esclareça as suas dúvidas e saiba tudo sobre o BIM.

Continue a leitura e informe-se sobre esse recurso tão relevante!

O que é BIM?

BIM é uma sigla em inglês para “Building Information Modeling”. Na tradução para o nosso idioma, essa expressão significa “Modelagem da Informação da Construção”.

Ao contrário do que muitos pensam, o BIM não é um software, como o AutoCAD ou o SolidWorks. O BIM é uma metodologia de trabalho que usa recursos digitais para associar informações a um modelo virtual tridimensional que serão consumidas em todo o ciclo de vida de um empreendimento, se tornando muito importante para as tomadas de decisões.

Também se engana quem pensa que o BIM é algo recente. Os primeiros registros do uso da metodologia datam da década de 1970. Ou seja, embora tenha se tornado popular nos últimos anos, a metodologia já existe há algumas décadas.

Com a aplicação do BIM, os projetistas podem desenvolver uma espécie de maquete eletrônica em 3D. O uso do recurso é recomendado para qualquer empreendimento, independentemente do tamanho ou porte.

Como funciona o BIM?

Conforme explicamos, o BIM não é um software, mas sim uma metodologia. Portanto, pode ser aplicada de várias maneiras, cada uma com um propósito diferente.

Após escolher um software de modelagem, os engenheiros e os arquitetos podem construir os projetos de forma virtual, adicionando e associando as informações necessárias em cada etapa do projeto, como:

  • material que será utilizado e suas características;
  • estrutura de custos e orçamentação;
  • planejamento e faseamento de execução;
  • comportamento ambiental (térmico, acústico etc.);
  • código de materiais, manuais, especificações e demais dados para operação e manutenção;
  • entre tantas outras.

Escaneamento - Construtivo

Além disso, por ser uma metodologia colaborativa, o BIM possibilita que todos os profissionais envolvidos no projeto tenham acesso aos dados e realizem análises e simulações para otimizar o projeto. Esse detalhe antecipa problemas que normalmente só são identificados durante a execução da obra, quando os custos para resolver são maiores e as soluções limitadas.

Por exemplo, é possível que o engenheiro de obra seja envolvido nas fases iniciais de desenvolvimento do projeto e especifique para a equipe qual a argamassa desejada. Com uma estrutura de custos definida e aplicada ao modelo, será possível extrair quantitativos automaticamente para a equipe de compras e suprimentos. Assim, o mestre de obras terá acesso a essa informação e poderá repassar as orientações corretas para os operários.

Para implementar o BIM adequadamente, é recomendado contar com o apoio de uma consultoria especializada que possa integrar o método ao sistema e aos processos que já estão sendo utilizados.

Quais as vantagens do BIM?

A utilização do BIM otimiza o trabalho das equipes de construção civil, proporcionando diversas vantagens. Veja, na sequência, as principais!

Compartilhamento de dados em tempo real

O BIM possibilita que os dados da obra sejam compartilhados em tempo real com todos os profissionais envolvidos no projeto. De tal modo, todos sabem “em que pé está” cada atividade.

Controle para os usuários

Os usuários do BIM conseguem ter muito mais controle sobre os projetos. Fica muito mais simples calcular os custos de uma obra e estimar quanto tempo cada etapa levará para ser concluída, por exemplo.

Nesse sentido, os gestores de projetos também terão total controle sobre o andamento de cada etapa da obra. Se algum gargalo for identificado, por exemplo, é possível agir para corrigi-lo e evitar que os trabalhos se estendam por muito tempo além do estimado.

Transparência para os clientes

Como tudo estará registrado em uma plataforma, os gestores de obras poderão emitir relatórios e disponibilizar para os clientes, de modo que eles possam acompanhar as informações.

Quem contrata uma empresa para construir ou reformar uma edificação, por exemplo, tem interesse em saber com detalhes como o seu dinheiro está sendo empregado, como está o andamento do projeto, os materiais usados, entre outras informações.

Tudo isso fica disponível e poderá ser compartilhado, de forma totalmente transparente para os clientes.

Qualidade e precisão nos projetos

Ao usar o BIM, se garante maior qualidade e precisão nos projetos. Isso acontece porque ele permite fazer alterações a qualquer momento, independente do andamento do projeto.

Se em determinado momento da obra for notado que alguma técnica construtiva não é uma boa opção, é possível alterá-la de forma prática e rápida.

Além disso, a ferramenta proporciona o que realmente podemos chamar de trabalho multidisciplinar. Afinal, engenheiros, arquitetos, projetistas, mestres de obras, designers de interiores e outros colaboradores envolvidos poderão atuar juntos, colaborando uns com os outros, cada um com suas atribuições e obrigações.

Economia nos projetos

Com o BIM, os projetos são simulados em modelos virtuais 3D antes de serem executados. O recurso facilita os cálculos de materiais e o planejamento de construção para realizar cada etapa do projeto.

Tais informações evitam retrabalhos e desperdícios de materiais e mão de obra. O resultado é um projeto executado com maior qualidade, além da economia para a empresa de engenharia e seus clientes.

Entrar no mundo BIM exige mudanças significativas em relação às práticas e processos tradicionais. É necessário considerar a inovação e tê-la como estratégia competitiva.

O Construtivo está preparado para apoiar seus clientes em sua jornada do BIM.

Acesse nosso site e conheça mais sobre as nossas soluções BIM!

1 comment

A Metodologia do Bim possibilita sua aplicação em obras de alta complexidade como é caso de projeto e construção de PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas)?

Na implantação desses empreendimentos, varias etapas(fases) são percorridas até o início da sua operação comercial:
– Inicia com o Estudo de Viabilidade de um empreendimento após ter sido selecionado por meio do Estudo de Inventário de uma Bacia Hidrelétrica promissora para empreendimentos de geração.
Nesse estudo são avaliados os aspectos técnicos e ambientais (Estudo de Impacto Ambiental – EIA Rima) sendo que em algumas bacias hidrográficas é exigida previamente a Avaliação Ambiental Integrada -AAI para avaliar deforma integrada todos os impactos que possam se sobrepor aos de outros empreendimentos dessa mesma bacia, proporcionando efeitos cumulativos e sinérgicos que podem sinalizar como inviável ambientalmente, um local selecionado previamente, como sendo atrativo.

Uma vez considerado viável técnica e ambientalmente, o empreendimento passa para outra etapa (Projeto Básico) na qual os estudos são mais aprofundados, tanto tecnicamente (Projeto Básico de Engenharia), quanto ambientalmente (Projeto Básico Ambiental). Nessa etapa também e feita uma avaliação ecônomica preliminar da atratividade do empreendimento.

A próxima etapa, corresponde à Obtenção da Concessão por parte detentor do projeto básico e interessados na implantação do empreendimento mediante participação em leilões de concessão promovidos periodicamente pela Agência Nacional de Energia Elétrica(ANEEL).

Caso o interessado, detentor do Projeto Básico, obtenha êxito no leilão, estará apto a assinar o contrato de concessão para explorar a energia desse local por um prazo de 30 anos e iniciará a etapa seguinte (Implantação do Empreendimento) com data limite para iniciar a geração e entrega da energia desse local para o Sistema Elétrico Brasileiro(SEB).

Para implantação do empreendimento, normalmente, como caso geral (sem a constituição de EPC) o empreendedor irá fazer as contratações dos fornecedores e prestadores de serviços, que poderão ser centenas de contratos das mais diversas atividades, tais como : gestão técnica (EPC), elaboração de projetos e execução de serviços os mais diversas, tais como: Obras Civis, Equipamentos Eletromecânicos, Linhas de Transmissão, Acampamento e Canteiro de Obras, relocações e proteções de obras de infraestrutura atingidas pela obras da Usina e pelo Reservatório, etc..

Serão firmados contratos com prestadores de serviços os mais variados, tais como: Engenharia do Proprietário, gestão de cronogramas, gestão finaceira de contratos, gestão da implantação dos programas ambientais (mais de 40 programas), gestão das aquisições e contratação das áreas para formação do Reservatório e de servidão das áreas de preservação ambiental e de constituição da faixa de domínio das Linhas de Transmissão(Fundiário).

Outros contratos serão firmados com prestadores de serviços técnicos especializados tais como em gelologia e geotecnia, controle de qualidade de materiais de construção e de serviços especializados tais como de concreto, aterros em solos e rocha.

Como se pode observar do exposto, a implantação desse tipo de empreendimento envolve centenas de contratos, alguns de alta complexidade com uma grande quantidade de variáveis de difícil gestão, com cronogramas físico-financeiros geridos e controlados com periodicidade mensal.

Pergunto: Para empreendimentos dessa complexidade, seria viável a aplicação da metodologia BIM?

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